Poesia - Hoje plantei girassois

Por: Adriana Cardoso Antunes

Hoje plantei girassóis,
mexi, remexi,
a terra preparei,
pus adubo,
sementes selecionei,
com cuidado
plantei,
com aguá reguei,
assim como quem planta uma amizade,
dentro do peito,
torcendo que ela vingue,
cresça, floresça,
forte segura,
crie raízes profundas,
de frutos,
e que a sombra desta amizade
nos proteja,
das tempestades da vida.

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Ela não! (Contos) Parte 5

Parecia tudo perfeito, mas não foi bem assim, após um tempo de namoro, começaram as brigas, as traições, Fernanda se envolveu com pessoas que não eram amigas de fato. Começou mentir, passar noites fora, dar desculpas pra Bruna. Bebia, não tinha mais aquele amor de antes.Bruna sofreu. Tentou lutar, ajudar, aconselhar, mas foi em vão, um belo dia Fernanda se despediu, foi morar em outro estado.
Bruna chorou, sofreu bastante, pensou que não conseguiria superar, mas o tempo passou. Conheceu Silvia, se tornaram amigas, num belo dia, notaram que era mais que uma amizade, estavam se gostando. Realmente era o que precisavam, um amor tranquilo, sem altos e baixos. Tinham mesma idade, mesmos sonhos. Namoraram, foram morar juntas, as crianças gostavam de Silvia. Elas trabalhavam juntas, passeavam, viajavam. Fizeram seus sonhos tornarem-se realidade. E como nos contos mais belos, viveram felizes para sempre!!

Fim!


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Ela não! (Contos) Parte 4

Foram pra casa, com sorriso no rosto, e desejo contido no coração. Ansiosas pelo próximo encontro, marcaram um jantar, no apartamento de Fernanda. Bruna, se arrumou, não queria se atrasar. Pegou o carro, passou na floricultura, comprou rosas e foi ao encontro. Estava com o coração a mil, já subindo o elevador, pensando em como seria esse jantar. Chegou na porta do ap respirou fundo, tocou a campainha, a porta se abriu, Fernanda estava linda, um vestido preto, seus cabelos longos, Bruna sorriu. Por sua vez Fernanda admirava Bruna, todos seus gestos eram lindos. Sentaram um pouco na sala, estavam sem jeito, até que Fernanda tomou iniciativa, estava Bruna falando falando e Fernanda sem ela esperar a beijou, Bruna não conseguia conter tudo aquilo que estava sentindo.
Quando deram por si, já estavam envolvidas no amor, foi tudo tão lindo, tudo intenso. Depois que fizeram o amor mais lindo de suas vidas, jantaram, conversaram, riram, e adormeceram.
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Ela não! (Contos) Parte 3

Mas os pensamentos de Bruna, já eram tomados, por Fernanda. Ela queria conhecê-la, mas tinha medo. A final quem seria aquela mulher, ela tinha filhos, não sabia como era a vida de Fernanda. Mas seus pensamentos eram dela, seus sentimentos aumentavam. Fernanda por sua vez dizia que a amava, que queria vê-la. E Bruna insistia em negar-se mais uma vez.
Até que cedeu, ligou pra Fernanda. Ao ouvir sua voz tão doce, seu coração disparou, suas mãos suaram. Marcaram o encontro. Se encontraram em um shopping, Fernanda se atrasou alguns minutos, e Bruna nervosa esperando, imaginando mil coisas...
Até que ela chegou, Bruna ficou admirada em ver Fernanda vindo ao seu encontro, ela a reconheceu de longe. Fernanda chegou perto de Bruna, a beijou no rosto e disse: oi amor.
Era emoção demais pra Bruna. Estavam ali frente a frente. Foram conversar, sentaram a mesa , pediram suco, e ela notou que não era aquilo que imaginava. Que estava diante da mulher da sua vida. Da mesma forma Fernanda a via, como seu amor.
Conversaram, trocaram os mais doces olhares. Fernanda tocou suas mãos, elas já se amavam. Mas contiveram seus desejos... Porque a partir dali, tudo seria especial.
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Ela não! (Contos) Parte 2


Começou a entrar em comunidades lés, ver o que escreviam em fóruns, quando deu por si, já estava adicionando pessoas. Ela queria saber mais sobre aquelas mulheres, se alguém passava por aquilo que ela passava, se havia cura para o que sentia.
Foi ai que ela começou notar como era o mundo colorido, começou ver que havia muitas mulheres como ela, que eram pessoas normais, das mais variadas classes sociais, dos mais diferentes estilos. Ouvindo as histórias das pessoas, nascia ali também grandes amizades. 
A autoaceitação começou a brotar, ela começou reconhecer que não adiantava lutar contra sua essência, contra o que ela era. Tomou a maior de todas as decisões de sua vida, iria se separar do marido. Lembrava das noites que chorava após ter relações, lembrava das lágrimas que derramara por repudiar o amor que sentia por sua amiga. 
Bruna chamou Henrique pra conversar, já não conseguia mais se entregar a ele. Ele queria uma boa razão para aquela atitude dela , de pedir divórcio.Ela disse pra ele , apenas não quero mais. Não o amo mais como homem, não o desejo mais. Prefiro não te fazer infeliz.
Henrique desmoronou, aquele homem, chorou. Mas ela foi sincera com ele não podia mais viver uma mentira. Mas não foi fácil, ele não aceitava.
Certo dia Bruna conheceu uma mulher na net, Fernanda, de 21 anos. Na visão de Bruna, nova demais, com gostos totalmente opostos, tanto que ela quase não falava com ela.
Mas Fernanda puxava assunto, contava das trapalhadas que fazia, Bruna aconselhava Fernanda. Mas Fernanda queria mais de Bruna, ela estava apaixonada por Bruna.
Bruna fugia, fugia das palavras, fugia do que também começava a sentir. Dizia pra si mesma: "Ela Não"...

Continua...................
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Ela não! (Contos) Parte 1

Por: Drica Colorida

                                         Ela Não!

Bruna era uma mulher casada, com dois filhos, marido exemplar Vivia com sua família em um bairro calmo e tranquilo. Tinha 35 anos, dona de casa, apesar de ter se formado em letras. Cuidava bem da casa, dos filhos do marido....
Aparentemente, tudo normal, família bonita, nada fora dos padrões. Mas dentro de Bruna havia sentimentos tão profundos que nem ela ousava admitir.
O marido de Bruna, era engenheiro, mal parava em casa. Sempre muito ocupado. E Bruna exelente mãe cuidava de seus filhos pré adolescentes João de 12 anos, e Lucas de 14. 
Bruna tinha medo de si mesma, na adolescencia, nutriu um sentimento de amor, por sua amiga de escola. Mas sempre relutou contra esse sentimento. Não deixou transparescer a ninguém o que sentia. Otempo passou, ela era de família muito tradicional, o que também a impediu de ao menos confessar a si mesma o que ela era e o que sentia. Medo de si, medo da familia, medo de amar.
O tempo passou, Bruna se formou, casou com o primeiro e único namorado que teve, Henrique, filho de amigos de seus pais, fato que contribuiu pra o casamento. Sempre aquelas conversas: "nossos filhos vão se casar um dia"...
E Bruna levando a vida, sempre desejando aquilo que não queria desejar, foi assim na escola, foi assim na faculdade, no trabalho. Casou-se, decidiu não trabalhar mais, achava que dentro de casa, não teria desejos que quisesse ter.
Certo dia, meninos na escola, Bruna foi as compras, no caminho esbarrou numa mulher e suas bolsas caíram no chão, a mulher prontamente a ajudou. E Bruna sentiu seu perfume, aquela linda mulher a atraiu. Mas Bruna disse a si mesma, "não posso não aguento mais isso" e seguiu seu caminho.
Ao chegar em casa, Bruna ligou o computador, usava o pc para procurar receitas culinárias na internet, ouvia tanto falar de orkut, msn, mas nunca havia feito. Então ela fez. Criou seu perfil, fez orkut, fez msn. e começo navegar por comunidades de culinária, em um certo momento, Bruna digitou a palavra "mulher" na busca e começou olha a lista de comunidades que se abria.
Foi quando se deu conta, de que ela queria descobrir sobre o mundo que sempre abafou dentro de si...

Continua............
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A Porta (Poesias)

A Porta 

Por: Drica Colorida

Se queres entrar
bata a porta.
Se queres a chave
peça em tom suave
a porta se abrirá
e poderás enfim entrar
beber da água
e matar a sede
qur te seguiu pelo deserto
saciar a fome que consumiu o teu ser
e no manancial feito em cores vivas
te deleitarás no mais puro amor.



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Descobertas (Depoimentos)

Começando a sessão de Depoimentos, um pouco da história de Mara, uma mulher que está em busca de seus sonhos, história real, minha amiga.



Descobertas e Aprendizagens

A descoberta da sexualidade é algo diferenciado para cada mulher. Muitas sabem desde muito cedo que são diferentes das demais e mesmo assim enfrentam dúvidas, medos, um sofrimento terrível por não aceitar sua própria natureza... Agora imagine... Imagine alguém crescer, casar-se, ser mãe e descobrir-se atraída pelo mesmo sexo q ela.
Passei, por fases também. Fui curiosa, pensei até que poderia ter uma vida dupla (muitas tem), mas a partir do momento que assumi para mim mesma a minha sexualidade, meu casamento desmoronou. Não sou do tipo de mulher que consegue ter uma vida dupla, tendo casos com mulheres e sustentando uma imagem de esposa fiel... Não. Isso não é para mim (nada contra quem consegue. Cada um sabe de si).
Sou uma mulher de personalidade interessante (minhas amigas dizem q sou lesa...), demoro a tomar minhas decisões, mas minhas decisões são firmes e eu me entrego a elas de corpo alma e coração, eu me jogo sem medo e digo com orgulho que não me arrependo de nada.
Aprendi muito com cada relacionamento, continuo a aprender, eu sei como educadora, que o aprendizado nunca cessa. Aprendi a me amar, aprendi que afeto é uma troca, aprendi que a paixão é dolorosa (o ser humano tende a pisar no outro quando sabe que tem algum poder sobre ele...), mas mesmo assim não me arrependo de ter sido apaixonada...
Hoje eu amo uma pessoa admirável, vencedora, que tem alguns focos na vida, e que luta pra ter privacidade e paz (isso é razoável...), mesmo que essa obcessão pela preservação da sua paz me deixe um pouco de lado... é... nada é perfeito!
Estou construindo a minha personalidade, todos estamos e a construção do EU é constante como a construção do aprendizado. A vida é feita de experiências e eu quero viver todas elas, tudo que me foi privado por causa do sistema, por tudo aquilo que é imposto a você desde pequena... Eu agora vou viver e assumo toda a responsabilidade pelo que venha a acontecer, não esquecendo de pedir luz e proteção sempre, àquele que tem autoridade sobre a vida e a morte.

Mais sobre Mara vc encontra em: http://mara-diario-demulher.blogspot.com/ 
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Entre Olhares (Contos) Parte 3

 
20:45

RAQUEL


Olhei o relógio, meu incansável companheiro. Desde que a conheci, éramos inseparáveis. Ele marcando os minutos, os segundos restantes para vê-la e eu roendo as unhas de ansiedade, batendo o pé no chão nervosamente, tentando respirar fundo para relaxar um pouco... Impossível!

Tudo em mim estava direcionado para ela, minhas alegrias futuras, meus medos, minha ansiedade crescente...

Encontrá-la todos os dias na lanchonete já me deixava louca de ansiedade, depois do beijo que trocamos isso piorou. Se já pensava nela várias vezes por dia, agora pensava o dia inteiro.

Cheguei quinze minutos adiantada para poder vê-la. Uma rosa na mão, um sorriso nervoso nos lábios, tremia incontrolavelmente. Revivia minha adolescência, meu primeiro amor, agora feminino, de uma forma muito mais doce e intensa, apavorante, encantadora, inesperada, desejada.



20:51

CECÍLIA

Inexplicável a onda de sentimentos que me invadiu diante dos gestos dela, tão linda, tão... Fofa! Essa é a palavra. Fofa!

Eu sei o que estão pensando. Sei, sei! Fofa é uma forma carinhosa de se referir a criança e isso Raquel não é, nem de longe. Certo... No momento é a única capaz de dizer que ela é linda, encantadora, simplesmente maravilhosa, gentil e torturantemente apaixonante.


20:53

Passei correndo pelo porteiro do prédio onde morava, o relógio no pulso indicando o quanto estava atrasada. Só tinha setes minutos. Desesperada, me atirei na frente do primeiro táxi que passou e quase gritando lhe indiquei a direção.



20:55

RAQUEL

A espera era cruel, no entanto, meu coração tinha certeza de que ela viria e isso era o suficiente para por fim a todas as dúvidas e medos, mas não a ansiedade.

Fechei os olhos para recordar o brilho intenso dos seus, a doçura, a vida pulsando dentro deles e um sorriso me veio aos lábios.

Ela viria.


20:58

CECÍLIA

Só restava mais um quarteirão para poder me atirar no paraíso que o seu sorriso sempre trazia.

Felizmente, os anjos pareciam estar ao meu lado e o trânsito fluía rápido. Meu coração deu um pulo dentro do peito quando o táxi virou a esquina. Ela estava lá, linda, com um sorriso que me fez derreter por dentro e uma rosa nas mãos.

Paguei ao motorista antes mesmo do carro parar e, sem me incomodar em esperar o troco, saltei quase correndo do táxi.



21:00


RAQUEL


Meus olhos encontraram os seus e tudo a minha volta, a nossa volta, tornou-se insignificante. O tempo, à espera, os medos já não tinham mais qualquer sentido, pois ela estava lá comigo.

Um vestido azul celeste, sandálias de salto alto, mas não o suficiente para igualar nossas alturas, uma maquiagem leve e um sorriso cheio de promessas atrás de sua timidez.

Estendi-lhe a mão que ela aceitou de pronto aproximando-se ao ponto de o espaço entre nós ser apenas de centímetros. Tímida e sedutoramente ofereceu-me seu pescoço, inclinei-me e aspirei o perfume mais delicado e estonteante que já senti.

Fui seduzida, inebriada pelo perfume que invadiu meu ser, se apossou dos meus sentidos, do meu desejo e, antes mesmo de perceber, grudei meus lábios em seu pescoço como uma vampira sedenta de seu sabor. Envolveu-me em seu abraço forte, delicado, reconfortante, excitante, e me ofereceu os lábios para que pudesse, mais uma vez, mergulhar num mundo cheio de cores, encantos e sabores onde só existia ela e eu.

Já a amava e decidi que a teria ao meu lado para sempre.


CECÍLIA


Meus sentimentos eram claros, fortes, sinceros e definitivos. O que sentia era amor.

Seus lábios aprisionaram os meus em um beijo tão intenso, tão cheio de desejo, tão carregado de amor que se eu tinha qualquer dúvida sobre o que sentia, ela foi apagada para todo o sempre e fui-lhe grata por isso.

Afastamo-nos lentamente, olhos nos olhos, sorrisos sinceros e apaixonados. Entrelaçamos as mãos e palavras não se fizeram mais necessárias para sabermos o que havia em nossos corações, em nossos caminhos que, era certo, a partir daquele momento seriam apenas um.



FIM
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