segunda-feira, 17 de maio de 2010

17 DE MAIO - DIA MUNDIAL CONTRA HOMOFOBIA

        Olá Amigas Coloridas,  hoje é dia de reflexão.

Hoje, 17 de maio, é comemorado, em todo o mundo, o Dia Mundial contra a Homofobia. No Brasil, a Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) realiza a 1ª Marcha Nacional contra a Homofobia formada por caravanas das 27 unidades da federação que tem como destino a capital federal. As caravanas se encontram em Brasília, na quarta-feira, dia 19, onde será realizado o 1º Grito Nacional pela Cidadania LGBT e contra a Homofobia.
Participarão do movimento, que se concentrará em frente à Catedral Metropolitana de Brasília, a partir das 9 horas, as 237 organizações afiliadas à  ABGLT. Depois, a Marcha segue até o Congresso Nacional, onde o segmento reivindicará dos parlamentares a aprovação imediata do Projeto de Lei Complementar nº 122/2006 que estabelecerá normas de combate a todo tipo de discriminação, incluindo a homofobia.

Para o presidente da ABGLT, Toni Reis, o Dia Nacional contra a Homofobia, é uma vitória do Movimento LGBT que conseguiu retirar a homossexualidade da classificação internacional de doenças da Organização Mundial de Saúde (OMS), no dia 17 de maio de 1990. Segundo ele, no Brasil, diariamente, 20 milhões de brasileiras e brasileiros, assumidamente lésbicas, gays, bissexuais, travestis ou transexuais, têm violados os seus direitos humanos, civis, econômicos, sociais e políticos.
“Nós enfrentamos preconceitos principalmente dos religiosos fundamentalistas, que utilizam os meios de comunicação e do Poder Legislativo para pregar o ódio aos cidadãos e cidadãs LGBT e impedir que o artigo 5º da Constituição Federal, que estabelece que todos são iguais perante a lei, seja estendido a milhões de pessoas do segmento de todo o Brasil”, denuncia ele.
Ainda de acordo com o presidente da entidade, pesquisas comprovam que no Brasil, a cada dois dias, acontece o assassinato de um membro do segmento por causa da sua orientação sexual (homossexual ou bissexual) ou identidade de gênero (travesti ou transexual). “Além disso, centenas de jovens são expulsos diariamente de suas casas, porque os pais não aceitam sua opção sexual, e milhares de trabalhadores são demitidos ou perseguidos em seu ambiente de trabalho por discriminação sexual”, acrescenta Toni Reis.
O segmento LGBT, que tem recebido apoio do Ministério da Cultura, por meio do Programa de Apoio a Projetos Culturais de Combate à homofobia da Secretaria da Identidade e da Diversidade, inserido no Programa Brasil sem Homofobia da Presidência da República, quer ainda a aprovação, pelo Supremo Tribunal Federal, da união estável entre casais homoafetivos e a mudança, na Carteira de Identidade, do nome de pessoas transexuais.
Programação da Marcha em Brasília
Hoje e amanhã (17 e 18), a juventude da ABGLT, em parceria com os movimentos estudantil e juvenil, realizará um seminário na Universidade de Brasília (UnB) que tem como o tema UnB fora do armário. O objetivo do evento, que acontece das 9 às 18 horas, é debater vários temas relacionados às questões LGBT e à interface com os movimentos sociais das quais a juventude participa, além de denunciar os constantes casos de homofobia registrados dentro das universidades.
Amanhã (dia 18) será realizado, ainda, das 9 às 18 horas, o VII Seminário de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais no Auditório Nereu Ramos da Câmara dos Deputados, no Congresso Nacional, que terá como tema: Direitos Humanos de LGBT: Cenários e Perspectivas.
O evento, que acontece anualmente desde 2004, contará com a presença do secretário da SID/Minc, Américo Córdula,  de vários parlamentares, advogados, gestores públicos, pesquisadores e militantes que debaterão os temas que envolvem as principais reivindicações do movimento LGBT brasileiro. Na solenidade de abertura, o Hino Nacional será entoado pela cantora Angela Leclery. O Seminário é promovido pelas Comissões de Legislação Participativa, Direitos Humanos e Minorias, e Educação e Cultura, da Câmara dos Deputados, em parceria com a ABGLT.
A programação da 1ª Marcha Nacional contra a Homofobia termina à noite com a apresentação, a partir das 21 horas, no Teatro dos Bancários de Brasília, da peça O Diário de Minerva. O espetáculo, uma tragicomédia de autoria de Cleuza Brandão, que aborda a vida de uma transexual feminina, pretende, por meio da expressão artística, mostrar o enfrentamento do preconceito vivido, diariamente, pela personagem.
Confira toda a programação da 1ª Marcha Nacional contra a Homofobia no endereço eletrônico http://www.abglt.org.br/



FONTE: MINISTÉRIO DA CULTURA

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